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8 Dicas para Apoiar e não pressionar seu Aluno com Autismo


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Do Site ASPERGER E AUTISMO BRASIL

O autismo tem uma diferença de processamento de informações que muitas vezes consiste em um processamento com atraso. Isso muitas vezes ocorre porque a criança tem que processar conscientemente o que para outras crianças pode vir de forma intuitiva. Devido às diferenças de fiação cérebro seu processamento é diferente e precisa de certas acomodações. Há altura das nossas expectativas para as necessidades de processamento da criança, abaixo estão Listados algumas diretrizes para a transição destas diferenças de processamentos.

1. Dê à criança tempo para processar.
Como o processamento tem atraso é importante dar à criança pelo menos 10-20 segundos para responder (ainda mais para algumas crianças). Se você continuar  repetindo, antes do processamento ser concluído, a criança tem que começar a processar tudo de novo. Isso é muito frustrante e desgastante.

2. Permita a criança manter seu próprio ritmo e performance.
Não podemos empurrá-lo mais rápido do que seu cérebro pode processar. Se o fizermos, os pânicos cerebrais vão reagir com “luta ou fuga”. Eu vejo isso o tempo todo. Estamos constantemente tentando acelerar essas crianças até mesmo forçando para processar mais rápido do que deveríamos.

3. Reduza suas palavras! 
Forneça orientações concretas e as encurte. Use frases curtas e frases com apenas o ponto principal. Muitas das crianças têm problemas de processamento auditivo. Quanto maior o tempo com frases e muitas palavras usadas, maiores as hipóteses da informação ficar confusa e perdida. Só use as palavras importantes; para chegar direto ao ponto.

4. Use modelos visuais sempre que possível para demonstrar o que você quer. Dê instruções visuais. Escreva algumas instruções de assuntos escolares, em vez de depender de instruções verbais. As palavras são fugazes, enquanto instruções escritas são constantes e podem se concernir facilmente.

5. Fragmente as tarefas em partes para desacelerar.
Quebre as tarefas em partes menores, passo a passo sequencialmente. Se possível, de uma uma lista de verificação para marcar conforme ele fizer cada etapa. Não espere que seu filho seja multitarefa! Permita-lhe mais tempo para fazer, mas deixe ele terminar! É importante concluir uma tarefa antes de ir para outra.

6. Use modelos visuais.
Dê ao aluno um esboço que defina os pontos importantes para que o aluno poça categorizar as informações que são dadas. Um esquema simples irá destacar a ele quais informações são importantes para se concentrar, dando-lhe “arquivos” mentais para classificar, organizar e armazenar as informações. Considere o uso de planilhas, esquematizações, e outros modelos que ajudem a criança a organizar e categorizar as informações importantes.

7. Prepare uma antecipação.
Se possível  de uma”pré-visualização” do aprendizado antes do tempo, para dar um quadro mental do que está sendo apresentado. Muitas das crianças têm dificuldade em classificar a informação relevante do irrelevante. Isso destaca as áreas de importância para ajudar a direcionar a sua atenção, e dá-lhes um quadro de referência para organizar a informação.

8. Permita que a criança use a sua forma preferida de comunicar o que sabe.
Muitas crianças têm problemas de escrita. Se for esse o caso, deixe-os dar respostas verbais. Se você precisar que escreva, saiba que ele não pode pensar sobre como escreve e sobre o que escrever ao mesmo tempo. Se você quer descobrir o que sabem, deixe-os escolher o método e lhe dizer.

referencia:
Esta série sobre “tutoria de crianças no espectro” pode ser encontrado no livro verde“Autism Discussion Page on Anxiety, Behavior, School and Parenting Strategies.” Bill Nason.


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Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista e teólogo. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais. Ator e autor de teatro. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

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