ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Aluna com deficiência visual desenha e é destaque em escola do Espírito Santo


estudante_habilidades

Ela tem 15 anos e possui apenas 3% da visão. Seis escolas municipais da capital atendem alunos superdotados. Deficiente visual desenha retrato em cerca de 10 minutos (Foto: Reprodução / TV Gazeta)

 Fonte: Tatiana Braga – Da TV Gazeta

“Não pinto figuras que já vi, geralmente são figuras imaginárias. É como se eu pudesse ver de novo. Tecnicamente é uma forma de ver o mundo”. Essa é a fala de uma deficiente visual de 15 anos que foi incentivada pela escola, em Vitória, a aprimorar o dom de desenhar.

Seis escolas da rede municipal da capital contam com atendimento para crianças e adolescentes com altas habilidades ou superdotados. Até o momento, 84 estudantes participam desse grupo. Eles têm habilidades em astronomia, robótica, música, dança e em várias outras áreas.

Estudante demonstrou interesse pelo desenho (Foto: Reprodução / TV Gazeta)
Estudante demonstrou interesse pelo desenho
(Foto: Reprodução / TV Gazeta)

A estudante Paula Meline, de 15 anos, está na sétima série e tem apenas 3% da visão. Mesmo sendo deficiente visual, a habilidade de desenhar retratos foi identificada na escola.

Sobre as dificuldades que a falta de visão traz no momento de produzir, ela diz não se importar. “Algumas vezes até impede, mas eu não ligo muito para isso. Eu adoro desenhar. É uma paixão”, declarou.

O professor Israel Scardua se surpeendeu com o talento da adolescente.”Ela demonstrou, desde cedo, o interesse pelo retrato. A única coisa que eu fiz foi orientá-la em técnicas e materiais que ela poderia utilizar. A partir do primeiro desenho que ela fez, eu percebi que ela tem um talento extraordinário”, disse.

Paula considera o desenho como uma nova maneira de enxergar o mundo. “Não pinto figuras que já vi, geralmente são figuras imaginárias, mas quando consigo me lembrar de algumas coisas que eu já vi, eu acabo desenhando. Acho por isso ajuda na percepção. É uma sensação de como se eu pudesse ver de novo. Tecnicamente é uma forma de ver o mundo”, disse.

Os alunos com altas habilidades estudam em um turno e, no outro, participam de atividades que incentivam os talentos. Para o diretor da escola, Paulo Rodrigues, esses estudantes podem servir como inspiração para os outros.

“Sai de uma educação formal e passa a pensar na formação integral de cada cidadão que vem para cá. Cada vez que nós temos uma habilidade identificada e ela é potencializada, isso é exposto para outros alunos e pode servir de incentivo”, explicou.


UM E-BOOK GRATUITOS PARA BAIXAR

UM E-BOOK GRATUITO PARA BAIXAR!

COLETÂNEA DE ENTREVISTAS E ARTIGOS SOBRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO BRASIL

Minhas principais entrevistas e artigos científicos sobre Educação Inclusiva, pessoas com deficiência e superação publicadas nos últimos quatro anos. Esse material você poderá utilizar livremente como conteúdo bibliográfico em seu trabalho. E ao final de cada uma eu coloco o modo certo de referenciá-las.

CADASTRE E BAIXE O SEU GRATUITAMENTE CLICANDO AQUI

Emílio Figueira

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista e teólogo. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais. Ator e autor de teatro. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*