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EDUCAÇÃO INCLUSIVA EXIGE POSTURA ACOLHEDORA DA ESCOLA


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A convivência e a informação são as estratégias mais adequadas para romper as barreiras da discriminação e do preconceito, defendem especialistas responsáveis pela área no programa EducaBrasil, desenvolvido pela Editora do Brasil

Da AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DINO

De acordo com dados do último censo demográfico de 2010, o Brasil possui mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência e/ou limitação funcional. Somadas a este número, a crescente preocupação com a inclusão e as discussões atuais sobre o tema colocam essa pauta no centro dos debates acerca dos direitos humanos.Para auxiliar os líderes pedagógicos a adotarem práticas que atendam às necessidades dos estudantes e, ao mesmo tempo, criem um ambiente inclusivo na sala de aula, a Editora do Brasil desenvolveu o EducaBrasil, uma consultoria educacional concebida especificamente para os desafios da educação pública no país.
As especialistas Marta Gil, Liliane Garcez e Rita Sant’Anna são as responsáveis por coordenar esta área do projeto. Para conferir os outros temas que o programa abrange, acesse o site oficial.Um dos principais desafios da educação é justamente tornar a escola acolhedora das diferenças que possam existir entre seus alunos. Para transformar a instituição em um ambiente aberto é necessário repensar a formação de professores para essa nova realidade. As educadoras afirmam que os docentes precisam de uma capacitação adequada, com conhecimentos que incluam aspectos teóricos e práticos para que, dessa forma, os paradigmas da integração e segregação sejam quebrados. “A convivência e a informação são as estratégias mais adequadas para romper as barreiras da discriminação e do preconceito”, completam.O EducaBrasil pretende preparar os docentes para encarar estes desafios, estimulando também os familiares a acompanhar e investir no potencial, na autonomia e na capacidade de realização da criança. Para realizar estas ações, o programa propõe a apresentação de casos práticos, depoimentos de especialistas, eventos, exibição de vídeos e discussões, estímulo à participação em grupos de pais e listas de discussão, entre outros recursos.

“O professor sabe que as turmas são compostas por alunos diferentes e que, portanto, deve pensar em estratégias que envolvam a todos. Outro aspecto importante é compreender que todos os profissionais que compõem a equipe escolar são educadores. A responsabilidade é, nesse sentido, compartilhada.”

Além disso, outro ponto a ser pensado em uma gestão participativa é que todos os membros da comunidade escolar sejam ouvidos. “Cada uma dessas vozes tem o seu espaço e o seu momento. A partir desse diálogo coletivo e constante é possível reorientar o planejamento da unidade escolar e incidir diretamente na construção de soluções pedagógicas inovadoras e dimensionadas considerando as especificidades de cada turma e de cada aluno. Ao professor cabe orquestrá-las de acordo com o currículo e com o andamento da sala. Não há receita pronta.”

Sobre as especialistas

Marta Gil é socióloga e consultora na área de Inclusão de Pessoas com Deficiência, coordenadora executiva do Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas, pesquisadora, colunista da revista Reação, membro do conselho curador do Instituto Rodrigo Mendes, membro da comissão consultora do Observatório Lidar Com, sobre atenção integral à saúde das pessoas com deficiência do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense, conteudista de EAD e de vídeos; Fellowda Ashoka, organizadora do livro “Educação Inclusiva: o que o professor tem a ver com isso?” e autora do livro “Caminhos da Inclusão – a trajetória da formação profissional de pessoas com deficiência no SENAI-SP” (Editora SENAI, 2012), além de artigos publicados sobre Inclusão, Educação e Trabalho.Liliane Garcez

Liliane Garcez é administradora e psicóloga, mestre em Educação, consultora na área da inclusão da pessoa com deficiência com foco em educação e políticas públicas, consultora do Instituto Rodrigo Mendes e consultora internacional para elaboração da Política de Educação Especial orientada para Inclusão Educacional de Angola. Ministra cursos e palestras nessas áreas. Trabalhou como gestora pública no Ministério da Educação, na Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida em São Paulo. Realizou trabalho como consultora em organismos internacionais. Tem artigos publicados sobre o tema.Rita Sant’Anna

Rita Sant’Anna é pedagoga, especialista nas áreas de Orientação Educacional, Alfabetização de Adultos, Educação Matemática, Alfabetização de Classes Especiais, Desenvolvimento Infantojuvenil e Saúde e Dificuldades de Aprendizagem.

Mais informações sobre a consultoria educacional EducaBrasil estão disponíveis no site: www.educa-brasil.com

 


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Emílio Figueira

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista e teólogo. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais. Ator e autor de teatro. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

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