ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Educação Inclusiva: O pilar da cidadania


escola-da-familiaDurante muitos anos o conceito de Educação Especial teve uma forte aceitação em nosso país. Era um modelo educacional-médico. Ou seja, instituições que mantinham equipes multidiciplinar, formada por professores especializados, médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e outros profissionais menos comuns. Essa equipe tinha como meta, habilitar as pessoas que nasciam com algum tipo de deficiência, ou reabilitar aquelas que, ao longo de sua vida, viesse adquire alguma deficiência, seja por meio de doenças, acidentes, dentre outros. Eram os profissionais que preparam essas para depois integrá-los na sociedade. E com muitos resultados positivos.

Hoje, alguns mais radicais, esquecendo-se de tais resultados positivos, chegam a dizer que por trás da chamada Educação Especial, e dos altos custos para mantê-la, embora não fosse a intenção de muitos, que o método estava realmente promovendo a discriminação ao isolarmos tais alunos dos demais. Sem se falar ainda, dos muitos mantidos em instituições somente para eles, sem qualquer contato social.

Não nos cabe aqui apontar os benefícios ou erros da Educação Especial. Mas fato concreto é que nas últimas duas décadas esse quadro começou a mudar, pois passou-se a perceber que grande parte dos alunos com deficiência não precisavam necessariamente desse tipo de educação, podendo estar perfeitamente em escolas de ensino comum. A partir daí passou-se a buscar alternativas para que isso acontecesse…

Até que surgiu o conceito da Educação Inclusiva. Sua proposta têm duas definições básicas internacionais: “Educação inclusiva significa provisão de oportunidades eqüitativas a todos os estudantes, incluindo aqueles com deficiências severas, para que recebam serviços educacionais eficazes, com os necessários serviços suplementares de auxílios e apoios, em classes adequadas à idade em escolas da vizinhança, a fim de prepara-los para uma vida produtiva como membros plenos da sociedade.” Ou ainda: “Educação inclusiva é uma atitude de aceitação das diferenças, não uma simples colocação em sala de aula.”

É comum se dizer que a Educação é o processo formador de libertador do ser humano. Mas no caso de uma pessoa com deficiência, acreditamos que isso é fundamental e até mais importante se o seu processo educador ocorrer nas escolas regulares de ensino.

Isso porque, ao mesmo tempo em que se está adquirindo o conhecimento, estará ocorrendo o processo de inclusão de maneira natural, onde as pessoas com ou sem deficiências aprenderão a conviver umas com as outras sem qualquer restrição ou medo. Além do que, a pessoa com deficiência, quanto mais estudada, mais consciência terá de si e do mundo que o cerca. E a partir do conhecimento a conquista de sua cidadania estará em suas próprias mãos!!!

Muitas iniciativas estão sendo adotadas no Brasil, visando a implantação da Educação Inclusiva. E muitos resultados positivos e animadores já conseguidos. Mas ao contrário do que possa parecer, incluir o aluno com deficiência, não significa apenas colocá-lo em uma classe de uma escola de ensino regular e pronto! Será necessário todo o preparo dos professores e certas adaptações antes. Isso é o que veremos nos dois próximos artigos.


EDUCAÇÃO INCLUSIVA: TEORIA E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

UM E-BOOK COMPLETO!

São mais de 50 textos curtos organizados por temáticas, redigidos em uma linguagem fácil e didática, com dicas práticas que você poderá ler o conteúdo do começo ao fim, ou usá-lo como um permanente material de consulta conforme as suas necessidades

SAIBA MAIS CLICANDO AQUI

Emílio Figueira

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista e teólogo. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais. Ator e autor de teatro. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*