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A inclusão social através da lente da fotógrafa Giselle Bohnen


No âmbito político e social muito se fala a respeito de inclusão social, porém ainda são poucas as manifestações culturais que a colocam no pedestal de uma amostra. Na exposição do projeto Ita Vita, que tem início em 10 de dezembro, no Conjunto Nacional, em São Paulo, da fotógrafa e idealizadora Giselle Bohnen, a deficiência não é vista como a pedra fundamental da inclusão social, mas sim a capacidade que cada indivíduo carrega independentemente de suas limitações.

A cada clique, Giselle revela um olhar, um sorriso e uma maneira de existir de forma plena. O convívio das famílias com as crianças é relatado em cada detalhe que compõe a cena.

“Como qualquer outro indivíduo, a pessoa com deficiência não se define por suas limitações, mas sim por suas capacidades, sua personalidade e sua forma de existir no mundo, através dos seus relacionamentos e anseios como ser humano. A sociedade inclusiva é essencial para o respeito às diferenças, criando oportunidades de desenvolvimento, produtividade e socialização para todos”, explica Giselle.

A exposição traz um olhar reflexivo, onde cada visitante tem a oportunidade de entrar na vida dessas crianças, conhecendo sua personalidade, sua convivência com a família, suas conquistas diárias e dificuldades perante a sociedade. Em um ambiente de descontração e acolhimento, a exposição proporciona ao público a experiência da inclusão social e como as diferenças enriquecem o nosso convívio em sociedade, despertando empatia e interesse, não nas deficiências em si, mas no ser humano em sua totalidade além de qualquer diagnóstico médico.

A fotografia, mais do que registrar momentos, é uma importante ferramenta social. Através dela, a inclusão social é mostrada na sua forma mais essencial, pois, mais do que apenas falar e discutir inclusão, a fotografia nos faz sentir como ela existe e como podemos interagir com ela.

A exposição é composta por 30 imagens, acompanhadas por uma legenda que traz uma frase dos pais, nos aproximando dos sentimentos que são proporcionados com o convívio com essas crianças. A amostra é organizada de forma que todas as pessoas, inclusive cadeirantes, possam desfrutar da observação das fotografias de forma confortável.

A exposição conta ainda com a curadoria de Valkiria Iacocca, responsável pela área de projetos culturais do Conjunto Nacional e com a participação especial de Emílio Figueira, jornalista, escritor, educador, psicólogo e personal coach, finalistar do prêmio Ações Inclusivas Para Pessoas Com Deficiência do Estado de São Paulo, que colaborou com os textos que fecham a exposição com chave de ouro.

Serviço

Criação e Realização: Giselle Bohnen

Curadoria: Valkiria Iacocca

Data 14 de janeiro a 02 de fevereiro de 2018

Abertura: 14/01/2018 a partir das 15h

Horário: De segunda a sábado das 9:00 às 22:00 horas – Domingos e feriados das 10:00 às 22:00 horas.

Local: Espaço Cultural Conjunto Nacional

Endereço: Avenida Paulista, 2073 – Piso Térreo – São Paulo

 


Emílio Figueira

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista e teólogo. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais. Ator e autor de teatro. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

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