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Instituto Olga Kos lança projeto fotográfico inclusivo


Pessoas com deficiência intelectual, especialmente Síndrome de Down, participam de oficinas e produzem fotos que serão incluídas em livro e exposição

  O projeto Click – Uma Visão Inclusiva, desenvolvido pelo Instituto Olga Kos (IOK) em parceria com a Associação Galera do Click vai dar oportunidade para que pessoas com deficiência intelectual possam interagir com a sociedade por meio da fotografia. Os beneficiários do projeto participam de oficinas e serão treinados para ver e perceber o mundo à sua volta por um novo ângulo e, a partir daí, reinterpretá‐lo.

“Nós queremos educar a emoção através da arte, promover a formação de pessoas pensadoras e questionadoras, expandindo os horizontes de inteligência delas”, afirma a fotógrafa Sandra Reis, responsável pela Galera do Click, uma entidade criada há 3 anos e que reúne mães de jovens com deficiência intelectual para ensinar técnicas de fotografia a jovens com deficiência intelectual.

Sandra é mãe de Felipe, de 24 anos, que aprendeu a fotografar acompanhando-a no trabalho. Ele tem síndrome de Down e é um dos 60 participantes da oficina que funciona no bairro de Santana, na Zona Norte de São Paulo. É lá que, nos próximos dois meses, os jovens irão aprender a usar diferentes tipos de luz, enquadramento e composição. A capacidade criativa e a percepção sobre o outro e sobre o espaço onde vivem será estimulada. Eles irão ao Horto Florestal, na mesma região onde moram, para fazer as fotos que serão usadas numa intervenção artística a ser feita por eles nas últimas semanas do curso.

“É um projeto que acrescenta muito na formação desses alunos. O nosso objetivo é dar “empoderamento” a eles. É fazer com que se sintam capazes e acreditem neles para transformar as suas próprias vidas”, acrescenta Sandra.

O livro “CLICK, UMA VISÃO INCLUSIVA”, com fotografias produzidas durante as oficinas terá uma edição com 3.000 exemplares e deve ser lançado ainda esse ano junto com a exposição que será aberta ao público. As fotos serão selecionadas pela Curadoria de Arte, pela Coordenação das oficinas e pelos próprios participantes.

“Esse projeto visa também fomentar o panorama artístico‐cultural do país através do registro de obras de pessoas com deficiência, contribuindo para a democratização de acesso da sociedade aos bens artísticos nacionais”, afirma Olga Kos, vice-presidente do Instituto.

O IOK está completando dez anos de fundação e atualmente atende cerca de 3.500 crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual, ou que se encontram em situação de vulnerabilidade social, em mais de 40 locais espalhados por todas as regiões da capital paulista. O Instituto Olga Kos é hoje uma das instituições mais premiadas de São Paulo e coleciona honrarias como a Medalha Anchieta, a Ordem do Mérito Cultural, a Salva de Prata, dentre outros, tendo seu trabalho sendo reconhecido no Brasil e no mundo. É importante ressaltar que as oficinas de Fotografia serão realizadas pelo Instituto, com recursos próprios.

“Nosso objetivo desde a nossa fundação e que, ainda hoje, perseguimos todos os dias é a inclusão das pessoas com deficiência intelectual em todos os aspectos da vida social e, através da arte, a sua valorização”, conclui Olga Kos.

 

Sobre o Instituto Olga Kos

www.institutoolgakos.org.br

Fundado em 2007, o Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK) é uma associação sem fins econômicos, com qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), que desenvolve projetos artísticos e esportivos, aprovados em leis de incentivo fiscal, para atender, prioritariamente, crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual. Além disso, parte das vagas dos projetos é destinada a pessoas sem deficiência, que se encontram em situação de vulnerabilidade social e residem em regiões próximas aos locais onde as oficinas são realizadas. O Instituto Olga Kos conta com uma equipe multidisciplinar formada por artistas plásticos, arte-educadores, psicólogos, educadores físicos, fisioterapeutas, mestres em Karate-Do e Taekwondo, profissionais multimídia e pedagogos.

As oficinas de esportes buscam incentivar a prática esportiva (Karate-Do e Taekwondo), estimular o desenvolvimento mo­tor e melhorar a qualidade de vida dos participantes. Já as oficinas de artes buscam divulgar a diversidade cultural e artística de nosso país, expandir o acesso à cultura, incentivar o exercício da arte e desenvolver os canais de comuni­cação e expressão dos participantes, por meio dos programas: “Pintou a Síndrome do Respeito” e “Resgatando Cultura”.

Todas estas atividades procuram garantir que a pessoa com deficiência intelectual reúna con­dições de participar de forma mais efetiva da sociedade da qual ela faz parte. Além disso, o IOK desenvolve a articulação de redes de apoio para geração de renda e inclusão no mercado de trabalho, por meio de parcerias com instituições que promovem o aprendizado de habilidades profissionais.


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Emílio Figueira

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista e teólogo. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais. Ator e autor de teatro. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

Um comentário

  1. Ótimas ideias ! Valeu.

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