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Rede Lucy Montoro traz dados alarmantes com vítimas de acidente de trânsito


Cerca de 50% das vítimas de acidente de trânsito atendidas se tornam tetraplégicas e quase 30% sofrem amputação. A maioria das vítimas esteve envolvida em acidente de moto, é homem e tem até 40 anos

Entre os dias 8 e 14 de maio é celebrada mundialmente a 4ª Semana Global da Segurança Viária, iniciativa da Organização Mundial da Saúde que tem o objetivo de chamar a atenção para a questão da violência no trânsito. Nesse sentido, a Rede de Reabilitação Lucy Montoro alerta que em 2016, cerca de 50% das vítimas de acidente de trânsito atendidas se tornaram tetraplégicas e quase 30% sofreram amputação. O levantamento aponta que a maioria das vítimas esteve envolvida em acidente de moto, é homem e tem até 40 anos.

 Do total de pacientes atendidos na Rede Lucy Montoro acidentados no trânsito, metade estava em motocicleta, tem de 20 a 30 anos, sendo 75% homens. Entre os amputados, 44% é vítima de acidente de moto, em sua maioria homens, de 20 a 30 anos e cerca de 38% é vítima de atropelamento. Segundo o médico fisiatra Daniel Rubio, as vítimas de acidentes de trânsito passam por um longo processo de reabilitação e podem ter sequelas para a vida toda. “As consequências não são apenas para o acidentado. Muitas vezes, a deficiência severa pede que alguém da família se dedique à vítima por tempo integral”, completa o especialista.

 Com o principal objetivo de reduzir pela metade as vítimas fatais no trânsito no estado até 2020, o Governo do Estado de São Paulo lançou em 2015 o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito – inspirado na Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2011 a 2020), estabelecida pela Organização das Nações Unidas. O comitê gestor é coordenado pela Secretaria de Governo e, além da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, é composto por mais sete Secretarias de Estado: Casa Civil, Segurança Pública, Logística e Transportes, Saúde, Educação, Transportes Metropolitanos, Planejamento e Gestão, responsáveis por construir um conjunto de políticas públicas para redução de vítimas de acidentes de trânsito no estado.

 A Rede de Reabilitação Lucy Montoro oferece reabilitação às pessoas com deficiência ou doenças potencialmente incapacitantes através de uma equipe multidisciplinar, composta por médicos fisiatras, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais e outros profissionais especializados em reabilitação. A Rede de Reabilitação Lucy Montoro é a primeira instituição brasileira a conquistar a acreditação da Commission on Accredition of Rehabilitation Facilities (CARF). Criada em 2008, a rede conta atualmente com 17 unidades em funcionamento em todo o Estado que realizam mais de 100 mil atendimentos por mês.


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Emílio Figueira

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista e teólogo. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais. Ator e autor de teatro. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

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