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Rejeitar pessoas com autismo é ‘um desperdício de potencial humano’, destacam representantes da ONU


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Crianças com autismo em escola na Espanha. Foto: Observatorio de la Infancia en Andalucía/Creative Commons

Em Dia Mundial sobre a condição neurológica, celebrado no último final de semana, dirigentes da ONU pediram mais inclusão e igualdade. Cerca de 1% da população mundial, ou um em cada 68 indivíduos, apresenta algum transtorno do espectro do autismo.

Cerca de 1% da população mundial – ou um em cada 68 crianças – apresenta algum transtorno do espectro do autismo, e a ocorrência da condição neurológica tem aumentado. A maioria dos afetados é de crianças.Em comemoração ao Dia Mundial de Sensibilização para o Autismo, celebrado no último final de semana (2), o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, destacouque a rejeição das pessoas que apresentam essa condição neurológica “é uma violação dos direitos humanos e um desperdício de potencial humano”.

O chefe da ONU ressaltou que o autismo ainda não é bem compreendido em muitas sociedades, apesar de afetar milhões de indivíduos. Ban Ki-moon afirmou que “embora as pessoas com autismo tenham, naturalmente, uma ampla gama de habilidades e diferentes áreas de interesse, todas elas compartilham a capacidade tornar nosso mundo um lugar melhor”.

O dirigente máximo das Nações Unidas lembrou ainda que, em 2016, a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências completa dez anos. O secretário-geral pediu à comunidade internacional que garanta a participação e a inclusão plenas dos indivíduos com autismo nas sociedades.

Também por ocasião do Dia Mundial, o presidente da Assembleia Geral da ONU, Mogens Lykketoft, disse que “o autismo e outras formas de deficiência são parte da experiência humana que contribui para a diversidade humana”.

Para Lykketoft, a data permite celebrar os talentos únicos das pessoas com autismo, além de lembrar que cada um desses indivíduos deve ser tratado como um membro de valor da sociedade, tendo direito, portanto, a oportunidades iguais em todos os aspectos, incluindo educação, emprego, acesso à informação e participação na vida social, política e cultural.

O presidente do organismo da ONU também afirmou que os Estados-membros já enfatizaram a necessidade de colocar as deficiências no centro da agenda global de desenvolvimento. “Ao adotar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em setembro de 2015, a Assembleia Geral prometeu que ninguém seria deixado para trás.”

E acrescentou: “Tornemos isso uma realidade, construindo sociedades inclusivas e comunidades acessíveis, onde as pessoas com autismo e outras deficiências possam prosperar, gozar das mesmas oportunidades e serem, assim, empoderadas”.

 

FONTE: ONUBR


Emílio Figueira

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista e teólogo. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais. Ator e autor de teatro. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

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